Tempo
Interessante é o tempo, pois o mesmo passa por nossas vidas levando a cada segundo um pedaçinho delas junto com ele, como se o mesmo tivesse um amor eterno pelas nossas preciosas almas e, mais que um amor, uma infinita abnegação que o faz dependente das mesmas para seguir adiante como o vento que sopra no mar levando a onda até a mesma quebrar-se na beleza da areia.
Pondero muitas vezes se este relacionamento não nos faz escravos do mesmo pois a cada tic-tac soado é uma parte da gente que é roubada pelo tempo, o qual por devoção ou capricho retém consigo mesmo os nossos segundos e os guarda em cofres tão fortes e selados que jamais poderemos recuperar ou ter acesso àquele precioso segundo vivido.
Seria então, o Vento, o maior abigeatários de todos os tempos, o vilão irresponsável e inescrupuloso que friamente nos impossibilita de ter controle sobre a mais preciosa jóia que nos é presenteada ao nascermos que é a possibilidade de viver (ou reviver) cada segundo ou seremos nós que em nossa limitada interpretação da vida hodierna que vendemos nosso tempo ao tempo dando-lhe assim o poder de trancafiá-lo em sua caverna e privar-nos do mesmo?
Qualquer que seja a opção, quisera que o tempo, este imaculado ser que nos acompanha nos sirva de maestro nos labores de viver e que o mesmo não nos abondone até o último segundo quando, em forma de adeus pelo longa trajetória juntos, nos libertaremos de sua dependência e voaremos livre em direção a um outro tempo qualquer. (Tadany Cargnin dos Santos - 14 11 04)
Pondero muitas vezes se este relacionamento não nos faz escravos do mesmo pois a cada tic-tac soado é uma parte da gente que é roubada pelo tempo, o qual por devoção ou capricho retém consigo mesmo os nossos segundos e os guarda em cofres tão fortes e selados que jamais poderemos recuperar ou ter acesso àquele precioso segundo vivido.
Seria então, o Vento, o maior abigeatários de todos os tempos, o vilão irresponsável e inescrupuloso que friamente nos impossibilita de ter controle sobre a mais preciosa jóia que nos é presenteada ao nascermos que é a possibilidade de viver (ou reviver) cada segundo ou seremos nós que em nossa limitada interpretação da vida hodierna que vendemos nosso tempo ao tempo dando-lhe assim o poder de trancafiá-lo em sua caverna e privar-nos do mesmo?
Qualquer que seja a opção, quisera que o tempo, este imaculado ser que nos acompanha nos sirva de maestro nos labores de viver e que o mesmo não nos abondone até o último segundo quando, em forma de adeus pelo longa trajetória juntos, nos libertaremos de sua dependência e voaremos livre em direção a um outro tempo qualquer. (Tadany Cargnin dos Santos - 14 11 04)

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